As especialidades gastronômicas são tantas e quase sempre passam pelas denominações de origem: japonesa, italiana, francesa. Ou, pela regionalidade: baiana, mineira, gaúcha. Até aí, claro, não há nenhum fato novo. Pois bem, mas sabia que há um gênero da cozinha intitulado “culinária para peladeiros”?

Traduzindo: comida para quem joga aquela ‘pelada’ com os amigos na quarta-feira, no final de semana, nos feriados e afins. E como se caracteriza essa cozinha? De pratos com sustância para recuperar o fôlego e as energias, ao mesmo tempo em que ser de fácil preparo. E sujar o menos possível de louça: se for uma panela (ou assadeira) só, ela certamente estará entre as predileções da turma. 

Apesar de parecer difícil, rapidamente dá para levantar uma série deles, quase todos representantes daquela boa e velha comida caseira, que casa perfeitamente para esses momentos de reunião e prosa ao redor do fogão. 

É o caso da lasanha à bolonhesa, do arroz de carreteiro, da rabada ou da dobradinha, por exemplo. Pratos esses que são considerados “paneladas”, justamente porque podem ser feitos somente com um utensílio. 

O tema “futebol, amigos e brincadeiras no fogão” deu origem inclusive ao livro do chef Juarez Campos, de Vitória (ES), um apaixonado pelo esporte e por todo o enredo que o envolve. “A pelada é uma instituição nacional. Praticamente todas as noites, tardes de sábado e manhã de domingos, temos milhares delas acontecendo no nosso país”, declara o autor da obra, publicada pela Editora Grafer, em 2013. Na coletânea estão 87 receitas, com pratos como o rabada, dobradinha e cozido.